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PetroRio: Meu Partido é o Growth

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I - Dividendos x Crescimento Uma das grandes discussões envolvendo a análise fundamentalista é o embate entre crescimento (growth) e dividendos (dividend yield). As duas estratégias de investimentos possuem vantagens e desvantagens, bem como existem investidores bem sucedidos de ambos os lados, porém, qual delas seria a mais eficiente? A estratégia dos dividendos foca em investir empresas que, geralmente, são maduras e não possuem tantas oportunidades de novos projetos para rentabilizar o dinheiro existente no caixa. Assim, essas empresas costumam ter uma maior previsibilidade de receitas e uma estrutura consolidada. Já a estratégia do crescimento foca em investir em companhias em estágios mais iniciais do desenvolvimento ou empresas que passam por algum processo de turnaround. Dito isto, são empresas com grande potencial de expansão ou retomada de seus negócios que já foram bons algum dia. Inicio aqui procurando explorar a assimetria presente no growth/crescimento que não se perfaz tã...

Lajes Corporativas e o CSHG Real Estate FII – HGRE11

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A análise realizada neste caso será a análise top-down, assim, na primeira parte tratarei do setor de lajes corporativas, procurando entender qual será o seu comportamento em um cenário de pós-pandemia e, na segunda parte, comentarei sobre o CSHG Real Estate FII – HGRE11 em específico, a fim de entender com maior aprofundamento seus prós e contras.   I - Setor de Lajes Corporativas   Quando falamos do setor de lajes corporativas estamos tratando das salas comerciais destinadas às empresas para que seus funcionários possam desempenhar funções de escritório no âmbito de cada atividade econômica. Dito isto, nota-se a importância de tratar sobre o setor das lajes corporativas, uma vez que o trabalho remoto ou Home Office bastante afetou tal parcela do setor imobiliário.   A pergunta que todos analistas do setor e os investidores fazem sobre o tema é: o Home Office vai continuar? Essa pergunta norteará o presente tópico, porém, adianto que não teremos uma respos...

Futuro Sustentável da Taesa - TAEE11

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A Taesa (TAEE3, TAEE4 e TAEE11) tem tudo para performar bem nos próximos 4 ou 5 anos (ou ainda mais), nada extraordinário como uma MGLU3, mas com retornos que acredito serem consideráveis e com relativa segurança. Aos fatos e fundamentos: i) o endividamento da empresa parece estar alto em um primeiro momento, mas uma análise bem feita nos mostra que uma dívida com juros baixos (low cost of debt), de médio-longo prazo e para financiamento de sua expansão; ii) o lucro líquido aumenta constantemente nos últimos 10 anos, com exceção dos anos de 2016 e 2017 pela redução da “RAP” e pela amortização da dívida em 2017; iii) o CAPEX da companhia tem aumentado nos últimos anos, ou seja, a companhia está reinvestindo no próprio negócio; iv) o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE – return on equity) é constante e relativamente alto (dois dígitos) desde sua abertura de capital. I – Endividamento A primeira análise, o endividamento da Taesa parece ser bastante alto (Dívida Líquida/ PL = 0,98 e DL...